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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"Advogado é custo, engenheiro é produtividade"

Em discurso para empresários e investidores internacionais reunidos em Nova York, a Presidente Dilma Rousseff apresentou os planos de concessões da infraestrutura brasileira, a boa e velha privatização que ela e o PT sempre criticaram, e teve que gastar saliva pra tentar recuperar a credibilidade perdida nos últimos tempos, tendo que reafirmar que “se existe um país no mundo que respeita contratos, esse país é o Brasil”.

Além da questão logística, Dilma afirmou que os investimentos em educação são essenciais. “Somos um país que formava mais advogados que engenheiros. Advogado é custo, engenheiro é produtividade”, disse a presidente, para risos da plateia reunida no auditório do Goldman Sachs.

Tal colocação da Presidente, é de tamanha insensatez, que encontro dificuldades até para responder a altura. Pois é graças aos advogados que os "companheiros" de Dilma, condenados no Mensalão, ainda não estão mofando na cadeia. E custo na minha avaliação, não são os advogados, mas a burocracia, a inoperância, a incompetência, o aparelhamento do Estado e a ausência de projeto pro Brasil; custo é o que estamos tendo, pagando caro pela falta de Reformas e excesso de promessas.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Os donos do Poder

Da coluna Esplanada, Leandro Mazini: De saída, Sarney quer fazer Roseana presidente do Senado:

"Recém-saído de hospital e com saúde fragilizada, o senador José Sarney (PMDB-AP) iniciou operação para sua sucessão no Senado. Em almoço na casa da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, em Brasília no domingo, no qual recebeu o presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), o vice-presidente Michel Temer e caciques do PMDB, surgiu o pré-acordo.
O grupo político da família apoiará Renan para o governo de Alagoas, e o grupo de senadores suprapartidário que sustenta Renan apoiaria Roseana para presidência do Senado em 2015."

Comentário
Ao ler sobre as articulações que podem levar Renan Calheiros ao Governo de Alagoas e a atual Governadora do Maranhão (filha de Sarney) à Presidência do Senado, dá até a impressão que o Brasil tem dono. Ao constatar a cooptação das Instituições brasileiras, tão fragilizadas nos últimos anos, me pergunto, até quando?!

E eu mesmo respondo: até que coloquemos na agenda pública, uma ampla, corajosa e verdadeira Reforma Política no Brasil, não essa minirreforma eleitoral ensaiada no Congresso. Mais do que o "gigante acordado" ou dormindo, é preciso conscientização e participação política, para impedir que nossas Instituições sejam tratadas como se fossem o quintal de família/partido A ou B.

O Brasil tem dono sim, mas é o seu povo, a sua Nação; sair na rua por quinze dias e pintar o rosto em prol da redução da tarifa não é suficiente para reafirmar isso, uma vez que a voz do povo só se materializa de verdade, nas urnas!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"Governador por um dia"

“Se você fosse governador, o que faria para combater a violência?”. Cerca de 600 alunos responderam ao questionamento do projeto “Governador por um Dia”, promovido pelo Movimento Mulheres da Verdade em parceria com a Secretaria da Educação do Estado. Os estudantes são de cinco escolas estaduais, localizadas nas zonas norte, sul, leste, oeste e centro da capital paulista.

Do total de participantes, 26 foram classificados e quatro foram premiados. Os autores das melhores redações participaram nesta quarta-feira, 18, da solenidade de premiação com o governador Geraldo Alckmin e o secretário da Educação, professor Herman Voorwald, no Palácio dos Bandeirantes.

Aos 14 anos, Cássia Costa Barbosa, aluna da Escola Estadual Professora Marina Cintra, ficou em primeiro lugar e recebeu um tablet como prêmio. Cássia sonha ser advogada, mas, se fosse governadora por um dia, investiria na conscientização da população.

Os dois jovens que ficaram em segundo lugar receberam bicicletas e o prêmio do terceiro colocado foi um celular. Todos os participantes receberam certificados e medalhas. Entre os temas retratados pelos estudantes estão a importância de aceitar as diferenças para prevenir a violência nos estádios de futebol e o papel da família e dos professores nas campanhas contra o uso de drogas.

É com iniciativas como esta, que fomentamos a participação política, de modo a fazer com que crianças e jovens pensem sobre os problemas da coletividade, criando formas para solucioná-los em prol do bem comum. É assim que se forma o senso crítico e o faro político daqueles que, conscientes e participativos, podem de fato transformar o Brasil.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Procrastinação

Desde a explosiva entrevista do Deputado Roberto Jefferson em 2005, delatando o esquema de compra de apoio político dentro do Congresso Nacional, já se passaram inúmeros capítulos desse escândalo que com proporções nunca antes vistas na história desse país, ficou conhecido como Mensalão.

Desde 2005, CPIs, inquéritos e uma infinidade de depoimentos e documentos geraram a Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal, originalmente destinada a julgar a conduta de mais de 40 réus, dentre eles empresários, banqueiros, laranjas, Deputados, dirigentes partidários e altos figurões da República, como o Ministro Chefe da Casa Civil do Governo Lula.

 
O processo conta com mais de 50 mil páginas, e é de uma complexidade proporcional à magnitude e gravidade do caso, uma vez que tal esquema, segundo o Procurador Geral da República que efetuou a denúncia, tratava-se de um ambicioso projeto de perpetuação e cooptação do poder.

Em 2012, o STF realizou o julgamento da AP470, e como num verdadeiro Big Brother, a imprensa e a população acompanharam cada uma das mais de 50 Sessões desse que já se tornara o maior julgamento da história da mais alta Corte de Justiça do país.

Elegendo heróis e vilões, todos viramos um pouco "juristas" com opinião formada diante das polêmicas envolvidas nesse caso. No fim das contas, 25 réus foram condenados com penas rígidas por crimes que iam da lavagem de dinheiro à corrupção ativa, do peculato à formação de quadrilha. Escrevi há época, que se tratava do "começo do fim da impunidade".

Em 2013, o STF deu continuidade ao processo penal, que depois do julgamento prevê a fase de recursos; nada mais justo quando se trata de um Estado Democrático de Direito. Termos técnicos difíceis ganharam proporção nacional, "embargos de declaração", "embargos infringentes", e após votações apertadas, se decidiu pela reabertura do julgamento de 12 réus por determinados crimes que dividiram o plenário do STF, como a formação de quadrilha e a lavagem de dinheiro, uma vez que eles haviam recebido ao menos 4 votos favoráveis, ou seja, contra a condenação.

Polêmica, a decisão de reabrir o julgamento para alguns réus e por alguns de seus crimes pode trazer redução de penas e atrasar o término desse julgamento, levando alguns advogados a começarem a falar em prescrição de determinadas condenações, em outras palavras, a boa e velha impunidade.

Apesar disso, o STF como qualquer órgão de Justiça não pode se ater à opinião pública, deve manter a serenidade e o equilíbrio necessários para alcançar a Justiça plena e isenta, uma vez que Justiça de confete, sob os ventos do clamor popular não é Justiça, é espetáculo.

Ao mesmo tempo, não se pode admitir com um mínimo de seriedade, que um processo se arraste por anos e anos até que chegue a um desfecho final, isso é, se chegar! E essa é a realidade prática vivenciada diariamente em todos os Tribunais brasileiros. Aqui, deixamos de lado a política, a opinião pública, as paixões ideológicas ou a vontade de condenar ou absolver os mensaleiros, para tratarmos de algo mais sério que merece ser abordado: a questão da Justiça.

Se Justiça com base no clamor popular não é Justiça; Justiça lenta, morosa e burocrática também não o é. Para um cidadão comum, que não detém as benesses do Poder e do prestígio, ao assistir a postergação de um processo envolvendo políticos e empresários influentes, com julgamentos privilegiados, possibilidades de recursos e "recursos dos recursos" são traduzidos em uma única palavra, engodo.

É lógico que o procedimento estabelecido pelo Código de Processo Penal deve sempre ser respeitado, à luz da Constituição e do Estado democrático de Direito, mas é preciso pensar um pouco se os obstáculos procedimentais e a burocracia processual existem de fato para garantir o direito à ampla defesa, ou se servem em parte, maquiavelicamente para a postergação perpétua, a fim de dificultar e gerar entraves que atrasem ao máximo a conclusão dos casos e a imposição de resultados concretos.

Basta lembrar que na década de 90, o Congresso rejeitou proposta que extinguia a figura dos embargos infringentes no âmbito do STF; mais curioso ainda, é lembrar que são os próprios Deputados e Senadores os principais interessados nesses embargos, uma vez que só podem ser julgados no STF - é o que o Direito chama de foro privilegiado, que tem prós e contras (cuja discussão não pretendo reproduzir aqui).

Alguém leva vantagem com os entraves que dificultam e atrasam a decidibilidade. É preciso reavivarmos nossa capacidade de indignação e de inconformismo diante da morosidade que atola a Justiça e a afasta da sua real concepção. É preciso ter a consciência que "nada é impossível de mudar", como diria Bertold Brecht.

Quanto mais tempo demora para um litígio ser resolvido, mais gente acaba sendo afetada por aquela decisão, mais coisas ficam em suspensão, tendo como resultado direto, uma insegurança jurídica cada vez maior, e a credibilidade da Justiça, cada vez menor.

Num país sedento por Instituições sólidas, convém trazer ao debate a necessidade de Reforma não apenas da Política, mas também do Judiciário; é preciso viabilizar formas de se reduzir os entraves burocráticos que são verdadeiros obstáculos a serem superados no âmbito do processo judiciário. É preciso reduzir o tempo de tramitação dos processos, aumentar a eficácia da aplicabilidade das decisões em instâncias inferiores, fortalecer as novas formas de solução de conflitos a fim de que a Justiça possa ser cada vez mais acessível, conforme estabelece a Constituição ao consagrar o direito de amplo acesso à Justiça, e esteja cada vez mais próxima a quem realmente interessa, que é o cidadão comum, detentor de poucos recursos e que é sempre a parte mais fraca em todo e qualquer litígio.

Reformar os trâmites e a funcionalidade do Poder Judiciário, significa restaurar em parte, a credibilidade das Instituições brasileiras, que devem prestar o serviço público minimamente eficiente e qualificado à população. Esse desafio não é fácil, mas inevitável para uma Nação que, na iminência de comemorar os 25 anos da promulgação da Constituição Cidadã, não pode se esquecer das palavras do saudoso Ulysses Guimarães: "A Nação quer mudar, a Nação deve mudar, a Nação vai mudar". Precisamos continuar trilhando o caminho das mudanças, discutir e acolher uma Reforma do Judiciário, é mais um passo nesse sentido.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Novo recorde


Pra dizer o mínimo

Leio mais uma vez com estranheza o fato de que antes de tomar um posicionamento (leia-se político)sobre o cancelamento da viagem aos Estados Unidos, a Presidente Dilma tenha se aconselhado com o seu marqueteiro de campanha.

Já havia comentado essa estranheza, quando no auge dos protestos de Junho, a Presidente deslocou-se de Brasília para São Paulo a fim de ouvir os conselhos do ex-presidente Lula e novamente, do seu marqueteiro de campanha.

Não questiono a capacidade política ou a competência do marqueteiro de campanha, mas condeno veementemente o fato de que a Presidente Dilma tem sido orientada e tem guiado suas decisões políticas com base no "menor desgaste" à opinião pública e à sua taxa de popularidade, tornando evidentes as prioridades e a lógica do Governo, que move-se e acena com os olhos voltados para as eleições que se aproximam.

Um Governo orientado tão somente pela lógica eleitoral, pelas taxas de popularidade e pelas pesquisas de opinião, está fadado ao ostracismo da história, uma vez que o estadismo nos ensina que o bom governo deve buscar o que é certo e não o que é mais fácil.

Dr. José Gregori

Por acaso, encontrei o ex-Ministro José Gregori, que comandou as pastas de Justiça e dos Direitos Humanos durante o Governo Fernando Henrique Cardoso. Há algum tempo, estive no seu escritório e registrei nossa conversa aqui no blog:

Leia: Conversa com José Gregori.

Dr. José Gregori formou-se em 1954 pelo Largo São Francisco, e é um verdadeiro baú com relatos e bastidores da história política do Brasil, sempre um prazer reencontrá-lo.

Do Largo de São Francisco para a Presidência da República



Dos 42 Presidentes da República que o Brasil já teve, 12 se formaram na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, da Universidade de São Paulo.

O encontro de duas siglas

Tomou posse na tradicional Academia Brasileira de Letras (ABL), o ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso. Doutor em Sociologia e professor emérito da Universidade de São Paulo, FHC é autor ou coautor de 24 livros e publicou mais de 120 artigos acadêmicos.

Em discurso de posse na Academia Brasileira de Letras (ABL), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso apontou uma crise nas instituições, criticou o corporativismo e os partidos políticos e fez uma autocrítica ao citar os vícios da relação entre os poderes Executivo e Legislativo.

"A agenda pública se encolhe e as ruas sequer são ouvidas (...). Ou reinventamos a democracia contemporânea ou poderá haver a manipulação por formas de autoritarismo", comentou o ex-presidente durante o discurso de posse na ABL.

Fernando Henrique é o terceiro presidente da República a integrar a ABL, tendo sido precedido por Getúlio Vargas que impôs sua presença no grupo em 1941, e por José Sarney em 1980. Entre os atuais colegas de Academia, ele terá a companhia, nas reuniões do grupo, de velhos companheiros de governo como o ex-vice-presidente Marco Maciel, o ex-chanceler Celso Lafer, e Rosiska Darcy de Oliveira, que presidiu o Conselho dos Direitos da mulher.

Fonte: Estadão

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Importação de médicos

Sobre o programa 'Mais médicos' e a importação de médicos para trabalharem na rede pública de Saúde: placebo! Apesar de ficar bonita na propaganda oficial, tal proposta é mais uma medida provisória.

Médicos não são charutos para serem importados a toque de caixa.

Falta sensibilidade por parte de Dilma e seu Ministro da Saúde que demonstram desconhecimento em relação a triste realidade da Saúde no Brasil. Não faltam apenas médicos na saúde publica brasileira, há considerável deficiência na estrutura da rede publica, faltam materiais hospitalares, condições de trabalho e salários dignos para esses profissionais. Também falta gestão e seriedade desse Governo, uma vez que a importação de médicos cubanos além de pouco transparente, fere os direitos humanos e os mais básicos direitos trabalhistas.

Se quisesse de fato enfrentar o problema da Saúde, sugeriria à Presidente da República que colocasse em prática uma ampla Reforma na administração pública, fortalecendo os caixas das prefeituras e descentralizando a gestão da Saúde no país.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Em defesa de São Paulo

Homens íntegros que na política aprendi a admirar, foram alvejados com especulações fajutas de "crimes" que o CADE (vinculado ao Governo Federal) nega-se a tornar público, embora grande parte da imprensa nacional já tenha tido acesso a conta-gotas cuja mira está unicamente voltada a atingir o Governo do Estado de São Paulo. Demorei para comentar as notícias pois aguardava o desenrolar da história:

No suposto e requentado cartel envolvendo o metrô de São Paulo, o Governador Geraldo Alckmin não poupou esforços para ter acesso às investigações e saber de fato sobre o qual conluio SP tem sido vítima, uma vez que o Estado é o principal interessado na investigação mantida sob sigilo pelo CADE. Na mesma direção, o Governador convocou uma Comissão independente para apurar todas as licitações do metrô de SP sem qualquer compromisso com o erro, prova disso é a isenção e seriedade do nosso Corregedor-Geral, ex-aluno do Largo São Francisco que tive a felicidade de conhecer.

O ex-Governador José Serra por sua vez, também emitiu declarações se explicando e tornando público que jamais foi conivente com qualquer tipo de atividade que prejudicasse o povo e os cofres de São Paulo. Aliás, essa não é a primeira vez que aloprados tentam sujar a sua imagem; na década de 90 haviam falsificado a sua assinatura para envolve-lo num esquema que tempos depois foi comprovado que nunca havia existido. Em 2006, no auge da eleição, nomes ligados ao hoje Ministro Mercadante, na época candidato a Governador, foram flagrados comprando um dossiê para tentar incriminar José Serra num esquema fajuto de superfaturamento de ambulâncias, que obviamente nunca existiu.

Quanto ao ex-Governador Mário Covas, é simplesmente inadmissível que a essa altura da história ainda tentem manchar o seu legado e a sua trajetória, inabaláveis e inatingíveis, uma vez que Covas embora não possa se defender publicamente das calúnias que de forma eleitoreira atingem seu nome e seu governo, provou e comprovou que é possível unir ética e política, honestidade e política, competência e política - dizer qualquer outra cosia é fugir da verdade.

Que o CADE pare de "vazar" as investigações a conta-gotas e torne de fato todas as investigações públicas. Que o suposto conluio de empresas seja desvendado e os envolvidos sejam punidos, como já está ocorrendo em mais de 10 países em que houve cartel entre empresas privadas para onerar os cofres públicos nas licitações de trens e metrô. Que a verdade venha a tona para reafirmar a total lisura e austeridade de governos cuja história não ficará marcada por Mensalões e dossiês, diferente de outros pelos quais não colocaria a minha mão no fogo. E que Dilma aprenda com o exemplo de São Paulo e torne pública a sua posição sobre as mais recentes denúncias de "pedágio e propina" na Petrobras para abastecer os cofres de sua campanha; sugiro ainda, que ela crie uma Comissão Independente para apurar as possíveis irregularidades dos diversos Ministérios alvejados por escândalos nos últimos anos, afinal exercer a vida pública é estar preparado para ser questionado a prestar contas sempre e em todo lugar visto que a transparência e a lisura são pilares da política feita com P maiúsculo e cabeça erguida.

Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra
 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Viemos, vimos e vivenciamos

Algumas coisas na vida acontecem inesperadamente e nos marcam para sempre, outras já sabemos que vão acontecer e embora as tenhamos esperado com ansiedade, elas simplesmente passam por nossas vidas e logo caem no esquecimento; e há ainda aquelas coisas que esperamos com expectativa por meses e que ao acontecerem nos tocam ainda mais do que aquilo que anteriormente havíamos imaginado.

Ir ao Rio de Janeiro como voluntário da 28ª Jornada Mundial da Juventude enquadra-se no terceiro exemplo que mencionei: embora tenha aguardado com ansiedade e expectativa a JMJ Rio2013, quando ela chegou, fui surpreendido por um mar de gente, de línguas, de cores e de culturas de todos os cantos do Brasil e rincões do mundo, que apesar de todas as diversidades e adversidades, proferiam a mesma fé, acreditavam na mesma coisa e buscavam algo em comum.

Viver” por duas semanas no subúrbio carioca foi a imersão em uma realidade social, cultural e econômica que eu sabia que existia, mas nunca havia conhecido de fato. Experimentar as ruas, o sotaque o transporte e os serviços públicos do Rio de Janeiro foram prato cheio para identificar problemas e potenciais soluções, ao mesmo tempo em que enxerguei a rica e potencial possibilidade de um intercâmbio cada vez maior entre São Paulo e o Rio, compartilhando entre si soluções mútuas para seus problemas, que são mais comuns do que eu imaginava.

Como qualquer cidade, o Rio de Janeiro tem problemas e tem virtudes; a beleza da cidade dispensa comentários, acrescento além desta, a receptividade da população, a hospitalidade, o bom humor exposto no sorriso aberto e sincero, a conversa fácil e a incansável disposição em ajudar, coisas que trouxe na bagagem de volta a São Paulo, pois poucas vezes vi tanta “gente boa”. O povo carioca sofre as mesmas mazelas do resto do país: insegurança e criminalidade, leniência com o tráfico, concentração de renda e desigualdade social, serviços públicos precários, transporte hipertrofiado, mas nem por isso este povo deixa de sorrir, de tratar bem o próximo; rezei lá no Rio de Janeiro, para que essa “bondade” do carioca seja traduzida em seu favor, em especial nas urnas que é por onde toda e qualquer transformação da realidade deve começar.

Ao mesmo tempo em que vivenciei as mazelas e as virtudes do Rio, devo dizer que voltei diferente - mais rico. Além da oportunidade memorável de estar tão perto do bem-aventurado Papa Francisco e poder ouvir suas mensagens diretas e objetivas, trouxe na bagagem bons amigos que partilharam comigo a aventura diária no 254 (Praça XV-Madureira), trouxe também, a minha fé renovada, minha paz interior restaurada (uma tranquilidade que se mistura com esperança que não sei explicar de onde vem, nem sei direito o que é), e meus objetivos cada vez mais claros no sentido de que o caminho a ser trilhado visa a vida política para servir ao interesse público, para enfrentar de frente as mazelas da coletividade, para pensar, propor e fazer a diferença na realidade de cada cidadão de bem, que junto comigo ainda acredita na capacidade da sociedade em transformar suas aspirações em realizações, em tornar o necessário e desejável cada vez mais possível e viável.

Volto renovado e enriquecido na esperança e na fé, e tenho certeza que os 3,7 milhões que foram comigo, voltaram pra casa tão leves e tão engrandecidos quanto eu por terem vivenciado essa experiência única e inesquecível.

Nos vemos na Polônia em 2016!
 

"Impressões da JMJ"




Compartilho aqui, o texto de João Vitor Siqueira sobre as experiências vivenciadas durante os quinze dias que passamos no Rio de Janeiro, como voluntários para a Jornada Mundial da Juventude Rio2013. O João cursa Economia e é um dos grandes amigos que conheci nessa rica experiência da JMJ.

"Estudar economia faz com que aos poucos eu vá aprendendo a observar e a tentar entender o funcionamento da sociedade e da economia. Ao passar 15 dias vivendo no bairro de Madureira no Rio de Janeiro, senti, em partes, o que a verdadeira massa populacional carioca recebe de retorno de seu governo para poder ganhar a vida na Cidade Maravilhosa."

quinta-feira, 11 de julho de 2013

"De maio de 1968 a junho de 2013"

Divulgo aqui, mais um dos brilhantes artigos do Professor José Eduardo Faria no Jornal O Estado de São Paulo de ontem, em que se traça um paralelo que semelhanças e diferenças entre as manifestações que tomaram o país no último mês e as históricas manifestações deflagradas em Maio de 1968.

O Professor Faria, como é conhecido, é Chefe do Departamento de Filosofia e Teoria do Direito da USP, e foi meu professor no último semestre na disciplina Sociologia Jurídica na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco (USP). Foi sem dúvida um dos mais significativos e importantes professores com quem já tive aulas, e este artigo que divulgo aqui, demonstra um pouco da profundidade das suas análises e lucidez de suas observações.

José Eduardo Faria engrandeceu meus estudos no último semestre e é uma das boas razões pelas quais o Largo São Francisco permanece prestigiado pelas pessoas que almejam cursar Direito nas nossas queridas "Arcadas".

"Mais do que um regime de consultas, a democracia é um sistema que articula participação cívica, qualidade da deliberação, transparência das decisões e exercício de responsabilidade. A representação democrática não é uma transposição cacofônica dos diferentes segmentos sociais. É esforço de síntese." José Eduardo Faria, Jornal O Estado de São Paulo, 10/07/2013.

Leia: "De maio de 1968 a junho de 2013", Jornal O Estado de São Paulo.

terça-feira, 9 de julho de 2013

São Paulo a todo vapor

Neste dia 9 de Julho, feriado dentre os mais importantes para o povo do Estado de São Paulo, destaco que apesar do tempo, continuamos a ser uma força pujante no Brasil. São Paulo sempre foi e ainda é sinônimo da força de seu povo, é liderança nacional e exemplo não só para o resto do Brasil mas para toda a América Latina, seja pela força econômica, pelo planejamento estratégico, pelas grandes obras de desenvolvimento mas principalmente pela capacidade de seu povo trabalhador e desbravador, carregando na sua alma o mesmo vigor e força dos bandeirantes que adentraram os rincões de São Paulo e do Brasil

Quero destacar aqui duas importantes obras em curso hoje no nosso Estado:

Pra quem gosta de engenharia, a Rodovia dos Tamoios (que liga São José dos Campos no Planalto e Caraguatatuba no Litoral) está um verdadeiro canteiro de obras. A duplicação dessa importante via paulista está a todo vapor dia e noite, sol, chuva e feriado; tudo em ritmo acelerado numa mega operação para concluir a obra até o final do ano, trazendo mais segurança e mais infraestrutura em prol do povo e do desenvolvimento paulista.

Outra grande obra de São Paulo é a construção da nova sede da FATEC em Cruzeiro. A rede paulista de Faculdades de Tecnologia é o maior programa de ensino que vira emprego no Brasil e já conta com mais de 56 unidades. Em Cruzeiro, a nova sede ficará pronta até Julho do ano que vem e triplicará o número de vagas oferecidas, o que beneficia diretamente todo o Vale Histórico de São Paulo.