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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Julgamento do Mensalão no STF - Parte 2

Ao longo desses três meses, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, fez as suas alegações finais, seguido das sustentação oral dos advogados de defesa dos réus. Ao todo, foram 37 réus aos quais foram imputados 109 crimes, dividindo-se em 7 fatias do julgamento, de acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público.

Infográfico do site G1: Placar do Mensalão, veja como cada Ministro votou.

 Após as alegações finais, os Ministros passaram a votar. Seguindo os 8 itens do processo, coube ao Ministro Relator do processo, Joaquim Barbosa, fazer a análise inaugural, votando pela condenação ou absolvição, e em seguida, cabia ao Ministro Revisor, Ricardo Lewandowski fazê-lo. Depois das análises detalhadas do Relator e Revisor, os demais Ministros, chamados de vogais, faziam as suas considerações, votando de acordo com o Relator, ou com o Revisor, ou divergindo-se deles.

Ao término das análises, os Ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram pela condenação de 25 réus e pela absolvição de 12. Cabe aos Ministros, fazer a dosimetria, ou seja, o cálculo das penas dos réus condenados pela Corte.

Com as decisões tomadas, o Supremo Tribunal Federal coloca o ponto final nessa história. Assim, os Ministros após analisarem os autos, concluíram que o esquema do Mensalão existiu de fato. E concluíram também, pela comprovação da compra de votos dentro do Congresso Nacional, o que desconstruiu a tese da defesa, que alegava que tudo não passava de mero "Caixa dois".

Nessa linha, os Ministros também consideraram culpados, os integrantes dos núcleos publicitário, financeiro e político do esquema. José Dirceu foi condenado por todos os crimes, acatando-se a denúncia que o classificava como "chefe de quadrilha". Os demais articuladores do Governo Lula, e membros da cúpula do PT, Delúbio Soares e José Genoíno, também foram condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha, além deles, diversos parlamentares denunciados também foram condenados pelos crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Julgamento do Mensalão no STF - Parte 1

Desde Agosto, portanto, há quase três meses, o Supremo Tribunal Federal julga os 37 réus da Ação Penal 470, que foi produto do escândalo do Mensalão. Desde as revelações feitas pelo então Deputado Roberto Jefferson, que culminaram na abertura de CPIs e de novas revelações que acabaram envolvendo grandes figurões da República, que exerciam até então, papel de destaque dentro do Governo Federal e do Congresso Nacional. 

CPIs, revelações, novas denúncias, enfim, todo esse conturbado processo solavancou políticos, partidos, o Governo federal, empresários e instituições financeiras. Tal escândalo, provocou a queda de Ministros, entre eles o braço direito do Presidente e Chefe da Casa Civil, José Dirceu, envolveu também, dirigentes partidários, como José Genoíno do PT, e cassou Deputados Federais, dentre eles, Roberto Jefferson.

Desde os primeiros abalos desse escândalo, o Presidente Lula mudou diversas vezes suas versões sobre os fatos, primeiramente negou, disse que se tratava de "folclore", depois se disse traído, desculpou-se, voltou atrás, acusou a imprensa, a oposição e as elites de tentativa de golpe contra seu governo, e posteriormente, deixou a Presidência determinado a "provar" que o Mensalão nunca existiu.

No trâmite legal, a CPI foi enviada ao Ministério Público, e então Procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza, acatou a denúncia e apresentou-a ao STF denunciando 40 pessoas sob acusação de integrarem uma "organização criminosa". Dentro da organização, o Ministro José Dirceu, e os dirigentes do PT, Delúbio Soares, José Genoíno e Silvio Pereira teriam se associado à "quadrilha" do empresário Marcos Valério, com o apoio de diretores do Banco Rural. O objetivo seria dar "continuidade do projeto de poder do Partido dos Trabalhadores, mediante a compra de suporte político de outros partidos", diz o procurador.

Segundo a denúncia da Procuradoria, o mensalão foi um esquema ilícito de arrecadação de recursos usados para pagar parlamentares pela aprovação, no Congresso, de matérias de interesse do governo Lula.

Nas alegações finais, o atual Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, pediu a condenação de 36 réus, e disse: “Foi o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção, de desvio de dinheiro público flagrado no Brasil. Maculou gravemente a República. Foi um sistema de enorme movimentação financeira com objetivo de comprar votos de parlamentares nas matérias importantes para os líderes criminosos”.



sábado, 13 de outubro de 2012

20 anos sem Ulysses Guimarães

Trago as homenagens ao Dr. Ulysses, Deputado Federal por São Paulo, ex-Presidente da Câmara dos Deputados e Presidente da Assembleia Nacional Constituinte, tendo promulgado a Constituição de 1988.

Foi Ulysses Guimarães quem articulou a Anistia, as Diretas Já, a redemocratização do Brasil, a Constituinte e o Fora Collor. Uma voz forte nos tempos da ditadura. Sem dúvida, um Político com P maiúsculo.

Acesse: Político com P maiúsculo, Ulysses Guimarães.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Começo do Fim (da Impunidade)

Desde Agosto, o Supremo Tribunal Federal vem julgando o mais complexo escândalo de corrupção da história do país. Com quarenta réus e mais de 50 mil páginas, a Ação Penal 470 vem sendo julgada pela mais alta Corte de Justiça brasileira, encerrando o último capítulo da história do Mensalão, escândalo deflagrado no 1º mandato do Governo Lula, e dizia respeito à compra de parlamentares para que estes votassem com o Governo.

O complexo e articulado esquema, envolveu a cúpula do Governo Lula, líderes do Legislativo, empresários e uma série de personagens que foram aparecendo ao longo das investigações feitas nas CPMI´s criadas dentro do Congresso nacional para investigar tal escândalo.

Desde 2005, o Mensalão respingou em lideranças partidárias como o então Presidente do PT, José Genoíno, cassou Deputados, entre eles Roberto Jefferson, e derrubou Ministros como o braço direito de Lula, e chefe da Casa Civil, José Dirceu.

Mas agora, o STF escreve o último ato dessa história, acolhendo provas e constatações denunciadas pelo Procurador-Geral da República. Desde Agosto, diversos personagens desse escândalo foram julgados e sua grande maioria, condenados.

O publicitário Marcos Valério e seus sócios, os Deputados João Paulo Cunha, Roberto Jefferson, Valdemar da Costa Neto, e agora, Delúbio Soares, José Genoíno e José Dirceu também foram condenados. A maioria dos Ministros do Supremo Tribunal Federal constataram a existência da compra de votos do Mensalão e também, que tal esquema tinha o conhecimento e a coordenação do ex-Ministro José Dirceu, derrubando as teses defendidas dentro do PT, de que tudo não passava de caixa-dois e de que Lula e Dirceu não sabiam de nada.

De fato, as decisões são históricas. O STF mostra ao país pela primeira vez, que mesmo os poderosos, escondidos por trás de seus cargos, devem prestar contas à Justiça, assumindo as responsabilidades pelos atos cometidos. O Supremo Tribunal Federal, atua com independência, analisando o caso com responsabilidade e isenção necessárias para toda e qualquer decisão judicial.

Ao julgar e condenar os envolvidos no escândalo, o STF sinaliza que estamos no "começo do fim". É o começo da mudança de postura, é o começo do fim da impunidade que envolvia políticos e poderosos que cometiam crimes no nosso país. A justiça brasileira não faz mais do que a sua obrigação, cumprindo a lei, os magistrados estão escrevendo a história do Brasil, mostrando que a impunidade e a letargia deixaram de ser regra, cabendo às Instituições isentas cumprirem suas funções, como prevê a Constituição e deseja a sociedade brasileira.

A justiça cumpriu seu papel, julgou com isenção e seriedade. Cabe aos cidadãos cumprirem sua função, agindo com consciência e mobilização, externando seus anseios e sua vontade, e não há melhor forma de fazer isso, do que através do processo eleitoral.    

sábado, 6 de outubro de 2012

Preparação para o dia 07 de Outubro

Em poucas horas, o Brasil irá às urnas para definir os nomes dos seus representantes, que de uma forma ou de outra, definirão o futuro das cidades e da população como um todo. Mais do que escolher um mero candidato a vereador e a prefeito, o eleitor deve ter consciência, convicção e clareza sobre os nomes que vai escolher para representá-lo na Prefeitura e na Câmara Municipal.

Para isso, é importante ter claro o que faz um Prefeito, e o que faz um Vereador. Além disso, é preciso conhecer a biografia e as propostas dos candidatos a fim de que se possa escolher as melhores opções que representarão você pelos próximos quatro anos.

Sobre a urna, as opções de voto, o UOL Eleições fez um vídeo muito didático e esclarecedor, que explica as reais diferenças entre o voto em branco e o voto nulo, além de desconstruir alguns mitos que surgem na época de eleição.

Para assistir o vídeo, clique aqui.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Palestra de José Serra no Mackenzie

Na terça-feira, fui pela primeira vez ao Comitê da campanha de José Serra, candidato a Prefeito de Sao Paulo. Com uma recepção calorosa, fui conversar com a amigo Marcos Saraiva e de quebra, conheci Wesley Goggi, grande figura do partido, coordenador da Juventude na campanha.

No final da tarde, estive na Universidade Mackenzie onde José Serra proferiu palestra sobre as suas propostas e projetos para São Paulo. Serra estava acompanhado do Senador Aloysio Nunes e do Deputado Federal Vaz de Lima, grandes figuras que me honro de conhecer.

Na ocasião da paletsra, me sentei ao lado do Senador Aloysio, do Presidente da Mackenzie e do Deputado Vaz de Lima, e ao final do evento, o querido deputado Vaz de Lima me levou a José Serra, oportunidade em que contei do quanto os dois são bem quistos em Guaratinguetá, reforcei ao ex-governador sobre o que tenho visto nas ruas, uma clara intenção de elegê-lo Prefeito de São Paulo, cidade que precisa de um comandante com a competência e o tamanho do Brasil.

Reforcei o convite ao Senador Aloysio Nunes para que nos visite no Largo São Francisco, Faculdade que ele também cursou, e em que presidiu o tradicional Centro Acadêmico XI de Agosto.


O que faz um... Vereador?

A cada quatro anos, os eleitores brasileiros renovam as Prefeituras e as Câmaras Municipais de todo o país. Escolhendo o próximo Prefeito que comandará o Poder Executivo Municipal, e os próximos vereadores, que em conjunto, compõem o Poder Legislativo Municipal.

Mas o que faz um vereador? O vereador integra o Poder Legislativo na esfera municipal, com mandato de quatro anos, sendo eleitos através do voto direto no sistema proporcional, com capacidade de se reeleger infinitamente.

Os vereadores formam a Câmara Municipal, que podem ser compostas com no mínimo 9 membros e no máximo 55, de acordo com o contingente populacional de cada município (em que quanto maior o número de habitantes de uma cidade, maior será o seu número de vereadores).

Entre as principais funções do vereador, estão as de discutir questões locais e fiscalizar os gastos e a administração do Poder Executivo, no caso, o Prefeito. abe ao vereador criar leis, atender as demandas da população, estabelecer a ponte entre a população e o Governo municipal.

O trabalho do vereador é de grande importância para a melhoria da qualidade de vida da população, e para a garantia do bom uso do dinheiro público, que é fruto dos impostos pagos por todos os cidadãos.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Encontro com Celso Lafer

Visitei a FAPESP, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, para encontro com o seu Presidente, o professor Celso Lafer.

Celso Lafer, formou-se pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco - USP, onde lecionou até se aposentar. Atualmente exerce o cargo de Presidente da FAPESP, é membro da Academia Brasileira de Letras, já foi Ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, e por duas vezes assumiu o Ministério de Relações Exteriores do Brasil.

Foi o Ministro Celso Lafer que em continuidade ao processo de redemocratização do Brasil, garantiu a incorporação no ordenamento nacional, de diversos Tratados internacionais sobre Direitos Humanos que haviam sido criados durante as décadas de 70 e 80, mas que, em razão do regime político vigente no país, não haviam sido adotados pela legislação pátria.

Para mim, Celso Lafer sempre foi exemplo não só pela carreira que construiu na vida pública, mas também pela sua formação enquanto jurista e teórico do Direito. Uma honra e uma oportunidade única poder me encontrar com esse grande intelectual brasileiro.

Externei minha admiração e renovei minha satisfação em reencontrá-lo. Como pretendo ingressar na política, busco me inspirar em grandes exemplos e em grandes personalidades que de uma forma ou de outra colaboraram com a construção do Brasil.

sábado, 29 de setembro de 2012

Conversa com José Gregori

Tive a honra de encontrar o ex-Ministro da Justiça, José Gregori. Em visita que fiz à Presidência da Conselho municipal de Direitos Humanos em São Paulo, comandada por José Gregori.

Formado pela Faculdade de Direito do Largo de São Francisco na década de 50, defensor dos direitos humanos, José Gregori se destacou pela atuação política durante o movimento pela anistia e pelas Diretas Já.

José Gregori participou em uma posição privilegiada da construção do Brasil como hoje o conhecemos. Na calorosa recepção que tive, o ex-Ministro me encorajou a continuar meu caminho, a ingressar na vida pública para que possa, assim como ele, contribuir com a política, com os brasileiros e com o futuro do país.

Ao longo da sua vida política e pessoal, José Gregori conviveu com grandes figuras como Fernando Henrique Cardoso, Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Franco Montoro, José Serra, Aloysio Nunes, Celso Lafer, Lula e até Jânio Quadros. Sem falar naqueles que ele conheceu ainda na Faculdade de Dirito, como os renoamdos professores e juristas Fábio Konder Comparato e Dalmo Dallari.

José Gregori também teve destaque no movimento estudantil, desde os tempos da Faculdade. Uma honra conhecer e conversar com esse grande nome da história política do Brasil, que assim como tantos outros que transformaram o Brasil com o seu trabalho.

sábado, 22 de setembro de 2012

O que faz um... Prefeito?

De 2 em 2 anos são promovidas eleições no Brasil, que renovam os quadros que nos representam tanto no Legislativo quanto no Executivo nas esferas municipais, estaduais e nacional. Por exemplo, em 2010, elegemos Deputados Estaduais e Governador, Deputados Federais, Senadores e a Presidente da República. Agora, em 2012, elegeremos o Prefeito e os Vereadores. Mas o que faz o Prefeito?

O Prefeito e seu vice, comandam o Poder Executivo municipal, assumindo funções e responsabilidades sobre a administração dos serviços públicos municipais.

No Brasil, se exige que o candidato a prefeito tenha no mínimo 21 anos, e este deve ser eleito por sufrágio universal, secreto, direto, em pleito simultâneo em todo o País, realizado a cada quatro anos, no primeiro domingo de outubro. Em cidades com mais 200 mil eleitores, caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, ocorre o 2º turno; uma nova disputa em que os dois candidatos mais bem colocados no 1º turno ganham mais algumas semanas para apresentar suas propostas para a cidade e esta por sua vez, seleciona por maioria simples o candidato de sua preferência.

Entre as funções do Prefeito, destacam-se:
- exercer o Poder político e adminsitrativo no município
- intermediar com outras esferas de Poder, políticas públicas e invetsimentos que beneficiem o município
- coordenar políticas públicas
- zelar pela limpeza urbana
- garantir Transporte público
- coordenar o trânsito na cidade
- coordenar postos de Sáude, creches e escolas municipais
- planejar o desenvolvimento do município
- apresentar projestos de lei à Câmara Municipal de vereadores
- avaliar, sancionar ou vetar, e publicar os projetos de lei aprovados na Câmara Municipal de vereadores
- administrar os impostos e taxas municipais e aplicá-los em melhorias para a população

Como se percebe, o cargo de Prefeito tem importantes funções e grandes responsabilidades. As decisões tomadas pelo Prefeito afetam diretamente a vida dos cidadãos de cada um dos municípios brasileiros. Portanto, votar com consciência é fundamental para que os eleitores não se arrependam e não sejam prejudicados pelos maus adminsitradores do bem público que são assim, ou pela corrupção, ou pela incompetência.

Há bons políticos nas cidades, que disputam a eleição para servir ao povo, e não servir-se deles, assim, basta que você estude as propostas e a biografia dos candidatos, pois a sua decisão irá refletir diretamente, no futuro de sua cidade.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Encontro de artistas e intelectuais

Nesta terça-feira, 20/09, estive no cinema Reserva Cultural, na Avenida Paulista, para o Encontro de intelectuais e artistas em apoio à candidatura de José Serra como prefeito de São Paulo. A abertura do evento ficou por conta do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso, e a leitura do documento oficial do evento, intitulado "São Paulo com Serra", foi lido pelo ex-ministro da Justiça, José Gregori.

No evento, estiveram presentes além de Serra e FHC, o candidato a vice, Alexandre Schneider, o Deputado Estadual Orlando Morando, Walter Feldman, o ex-governador Alberto Goldman, os vereadores Floriano Pesaro e Aguinaldo Timóteo, o Secretário estadual de Educação, professor Herman Voorwald, a Secretária estadual de Defesa da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella, o Secretário estadual de Saúde, Dr. Giovanni Cerri, os ex-Ministros Clóvis Carvalho e Celso Lafer, o historiador Marco Antônio Villa, o reitor da Universidade de São Paulo, João Grandino Rodas, além de personalidades como Odilon Wagner, Bruna Lombardi e Beatriz Segall.

No ato, foi reforçado o apoio da classe artista e intelectual à campanha de José Serra, apontado como o nome mais capacitado para ocupar a Prefeitura de São Paulo, em um momento particular da cidade, em que há muitos desafios pela frente, que exigirão do próximo Prefeito, a fibra, experiência e competência para enfrentar e vencer.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Não se cura um doente a conta-gotas


Em reação às novas medidas anunciadas, de redução das tarifas de energia elétrica e concessão da malha de transportes, feitas em pronunciamento oficial da Presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e televisão, ao qual me senti obrigado a comentar.
A crise econômica mundial não é novidade, inundou a Europa e seus reflexos respingam nos quatro cantos do mundo, e o Brasil, como natural em mundo globalizado, sentiu na pele essa depressão internacional, com uma significativa desaceleração da economia, tanto no setor de produção quanto no de consumo.

O Governo, instado a reagir mediante esse esfriamento da economia, ao risco de desindustrialização e de sucessivos e preocupantes aumentos da inflação, resolveu tomar medidas pontuais como uma maior pressão para a gradativa redução dos juros, e o anúncio de pacotes setoriais de redução de impostos como o IPI. Apesar de necessários, os anúncios não foram suficientes para impulsionar a economia, que repete em 2012 a pífia taxa de crescimento do PIB, assim como em 2011.

Assim, o Governo viu que deveria fazer algo mais, e anuncia depois de meses, um incentivo à redução das taxas de energia elétrica, que por sua vez, só entrará em vigor em janeiro do ano que vem. O grande risco que corremos, é a conhecida morosidade em tomar medidas necessárias para sanar o “resfriado” brasileiro, cujo antídoto a conta-gotas pode acabar agravando o quadro, aprofundando o cenário de crise dentro do Brasil, como reflexo da letargia desta administração e deste Governo.
Na mesma “marcha lenta” o Governo anuncia um “novo e revolucionário modelo”, uma “parceria com a iniciativa privada para modernizar rodovias, ferrovias, portos e aeroportos”, só esquece de contar ao público, que esse revolucionário modelo, já existe, são as tradicionais Concessões, a exemplo do que São Paulo faz nos últimos 20 anos com suas rodovias, o que as coloca em 1º lugar, quando se compara a qualidade das rodovias Brasil à fora.

Além de vender as velhas concessões como algo “inédito”, Dilma e o Governo do PT tratam os Brasileiros como se estes não tivessem o mínimo de bom senso e memória. Dilma e o PT se vangloriam na propaganda, por terem garantindo um concreto “modelo de desenvolvimento no Brasil”, estruturado na conquista da estabilidade econômica, no amplo ajuste fiscal e na distribuição de renda, só esquece de contar que essas três bases de desenvolvimento não são fruto do Governo Lula/Dilma, e sim, do Governo Itamar/FHC.
Foi Collor, com todos os seus defeitos, quem fez a abertura econômica brasileira; foi Itamar que com diálogo e coragem deu à equipe de Fernando Henrique a carta branca para implantar o Plano Real, que apesar da oposição do PT, foi o plano bem sucedido que derrotou a inflação e mudou o Brasil; foi no Governo Fernando Henrique que os ajustes fiscais foram feitos, com a Lei de Responsabilidade Fiscal e os fundos para “salvar” bancos do colapso – que servirão de modelo para a futura restruturação da União Europeia; foi também no Governo Fernando Henrique que iniciaram-se os programas de distribuição de renda, vinculados ao incentivo à educação, como foi o Bolsa Escola, e posteriormente o Bolsa Família.

Se há algo bom feito pelo governo do PT, destaco o descumprimento de suas promessas de campanha, dando continuidade ao Plano Real, aos ajustes fiscais e a ampliação dos programas de distribuição de renda, como destaquei, sendo todas sementes da década de 90.
Mas, quando o Governo Lula deveria assumir as rédeas e dar continuidade ao “modelo de desenvolvimento”, não vimos de sua administração o compromisso em tornar o Brasil mais moderno, com sólidos investimentos em educação e infraestrutura, muito pelo contrário, assistimos nessas áreas a comprovação da sua incompetência, com os consequentes problemas nas provas do ENEM, e os diversos escândalos de corrupção envolvendo o DNIT, que seria responsável pelas obras de infraestrutura, mas se destacou pelos atrasos, irregularidades e superfaturamentos.

Agora, depois de 10 anos, Dilma e o PT descobriram que o Brasil precisa ser “competitivo”, e depois de comprovada a inconsistência do PAC, que não passou de uma sigla publicitária, o Governo decide dar o braço a torcer e faz concessões à inciativa privada, anunciando tal medida, como se isso fosse diferente das concessões e privatizações feitas na década de 90, e das aplicadas com  sucesso nos governos do Estado de São Paulo, desde a administração do saudoso Mário Covas.
Descumprindo sua palavra, e desrespeitando uma promessa de campanha, Dilma e o PT fazem concessões, o que no jargão eleitoral deles, outrora, não passava de “privataria”. Apesar da arbitrariedade e da incoerência petista, enxergo na iniciativa a importância e a necessidade, já que a infraestrutura nacional está abandonada, e o setor público, infelizmente, é burocrático, moroso, e corrupto.

O quadro clínico brasileiro comprova que apenas a continuidade dos alicerces do modelo de desenvolvimento, lançados na década de 90 não são suficientes para transformar o potencial do Brasil, em ganhos significativos para a nossa Economia. Os anos de atraso em que não se fez a lição de casa, aumentaram ainda mais o custo Brasil, o que breca o desenvolvimento econômico nacional.
A pesada carga de impostos acompanhada da ausência dos debates sobre a Reforma Tributária; as injustas e prejudiciais guerras fiscais motivadas pela falta de reestruturação do Pacto Federativo; além da conhecida e precária infraestrutura nacional, acabam por tornar o quadro ainda mais complicado para o Brasil.

Só podemos comemorar a nossa posição no ranking das maiores potências econômicas mundiais, enquanto o mundo está enfermo, e ao mesmo tempo, nos resta aguardar para que chegue ao fim a cura a conta-gotas, e o Governo decida assumir com coragem uma postura ativa para solucionar os problemas acima citados, assim, e só dessa forma, o Brasil pode deslanchar e se firmar como verdadeira potência econômica, podendo competir em “pé de igualdade” com as Nações do Mundo quando estas também estiverem recuperadas.  

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Concessões, com 10 anos de atraso

Apesar do apregoar que abomina as privatizações, especialmente  durante o período eleitoral, parece que Dilma resolveu deixar de lado suas "convicções" ideológicas e partiu para a construção de uma agenda mais comprometida com aquilo que o desenvolvimento da Nação exige da Presidente da República.

Depois de fazer a concessão de aeroportos há alguns meses, Dilma anunciou ontem, um Pacote de concessões de Rodovias e Ferrovias para a inciativa privada. Na prática, isso significa que o Governo repassará para a iniciativa privada, esses setores da nossa infraestrutura que estão abandonados ou sucateados pela falta de planejamento estratégico e eficiência da máquina pública.

As concessões são parcerias que sempre deram certo, veja os exemplos do estado de São Paulo, em que as rodovias administradas por concessionárias ao custo de pedágios estão entre as melhores do país.

Dilma e o PT reconhecem, agora, que as concessões inauguradas por FHC, e as implantadas com sucesso no Estado de São Paulo nesses últimos 18 anos, são alternativa para a precária infraestrutura nacional.

Talvez esse Pacote sirva para que ela e seu partido resolvam rasgar o discurso em que "demonizavam" as privatizações e concessões dizendo que isso era "dar patrimônio público para o setor privado", afinal, o que diziam até agora, não condiz com a prática do governo petista.

É louvável a iniciativa da Presidente, pena que tal Pacote de socorro à infraestrutura nacional venha com 10 anos de atraso. Antes tarde do que nunca.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Debate sobre o Mensalão

Em comemoração aos 110 anos do Centro Acadêmico XI de Agosto, e aos 185 anos da Faculdade de Direito, estão sendo realizados diversos debates e palestras com diversos temas de relevância nacional.

Foi realizado ontem, no Largo São Francisco, um debate sobre o julgamento do Mensalão, em que entre os participantes estavam o jornalista Kennedy Alencar e o Senador Álvaro Dias.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Visita ao Governador de São Paulo

No dia 18 de Julho, fui ao Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado de São Paulo, para um café com o Governador Geraldo Alckmin.

Na ocasião entreguei ao Governador, um livro comemorativo dos 80 anos do Instituto João Gomes de Araújo de Pindamonhangaba, escola em que Geraldo Alckmin estudou. Em destaque no livro, fotocópias da matrícula do Governador da época em que estudava naquele Instituto, que hoje integra a rede de Etecs, as Escolas Técnicas paulistas.

Foi uma honra visitar o Palácio dos Bandeirantes e me encontrar com o Governador, que me recebeu com muita atenção e receptividade. Tomei um café com ele, e conversamos sobre estudos, futuro, Faculdade, e ele fez questão de ressaltar a importância da renovação na política através da Juventude e a necessidade de uma ampla Reforma Política no Brasil.

Falamos sobre o Vale do Paraíba, as perspectivas e o avanço de São Paulo. Quem conhece ou conversa com Geraldo Alckmin logo vê o seu domínio dos assuntos, a seriedade do seu trabalho e o compromisso com o desenvolvimento econômico e social. Mais uma vez, reafirmei meu apoio e admiração ao Governador, e sai com a convicção, que já tinha antes, de que Sã Paulo está em boas mãos.