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domingo, 8 de maio de 2011

Frase

"Nós tivemos duas gerações que aprenderam a viver sem inflação, e esse Governo e o Governo Lula brincou, estão brincando perigosamente com a inflação. A gente sabe o que foi a inflação no Brasil e sabe como foi brilhante a articulação do Plano Real pra acabar com a inflação."

"As conquistas de 16 anos de social-democracia no Brasil são pra se aplaudir, a continuidade da social democracia é de se aplaudir, os feitos do Lula há que se reconhecer, e os defeitos do Lula há que se ressaltar também, porque o grande estadista que o Lula poderia ter sido, ele para eleger sua sucessora, ele se manchou"

Pedro Bial, jornalista em entrevista na Série Marília Gabriela Entrevista, do canal GNT.

17 anos de Estabilização - Parte 3

Fonte: Estadão

sábado, 7 de maio de 2011

Frase



"Nós, hoje, no Brasil, temos uma federação de papel, algo que não tem conseqüência ou relação efetiva com a realidade dos milhões de brasileiros que vivem, principalmente, nos pequenos municípios." Senador Aécio Neves em pronunciamento - 04/05/2011

sexta-feira, 6 de maio de 2011

17 anos de Estabilização - Parte 2

Estabilização econômica, controle da inflação e fortalecimento do Plano Real, década de 90, durante o Governo FHC.

Fonte: Estadão

Protesto

"Pela imoralidade, pela afronta à Constituição, nós estamos abandonando o plenário."

"Este Congresso é o quê? A Constituição está sendo rasgada!"

"Nós, que somos responsáveis pela legislação do país, constitucionalmente temos o dever de respeitar a legislação que aprovamos, especialmente a Carta Magna, e nós a afrontamos cotidianamente."

"essa medida provisória é daquelas que nós denominamos árvore de Natal, são vários os seus penduricalhos."

Senador Demóstenes Torres em protesto no Senado contra a votação de Medidas Provisórias do Governo, inconstitucionais, que não obedecem a nenhum critério e tentam impor o Poder Exceutivo sobre o Congresso Nacional.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Frase


"Cada um de nós fez o que era possível à sua época. Acreditar novamente que o presidente Lula inventou o Brasil, que nunca antes se fez nada neste país, não é uma verdade" - Senador e ex-Presidente Itamar Franco defendendo o legado dos Governos anteriores ao Governo Lula, pélos frutos que foram colhidos na última década.

Agência Senado

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Recordes de gastos, com propaganda!

FOLHA: No ano passado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gastou com publicidade 70,3% a mais do que Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2002.

Em oito anos no Planalto, Lula registrou um gasto total de R$ 10,304 bilhões.

Segundo a Secretaria de Comunicação da Presidência da República, comparar o investimento no último ano de cada governo é "distorção da informação".



Comentário
O Governo diz que é distorção, comparar gastos com propagando ao final dos Governos FHC e Lula. Mas diariamente, o PT insiste na tática sistemática de "comparar" os Governos dos últimos 16 anos.

Enchem a boca para comparar os aumentos reais do salário mínimo nos últimos anos, mas esquecem que a cotação da moeda e o momento econômico era distinto entre a década de 90 do Governo FHC, e o início do século XXI já no Governo Lula, aí sim temos "distorção de informação".

Tentam sistematicamente comparar os quadros sociais, políticos e econômicos das Eras Lula e FHC, e quando o tema é Propaganda e gastança irresponsável, o Governo diz que "é impossível comparar" pois há "distorção de informação". Coerência, ou falta dela, má fé ou irresponsabilidade, quem gasta bilhões com marketing, viagens e propaganda não demonstra o mínimo respeito pelo contribuinte, pelo cidadão e pelo nosso bolso.

Fonte: FOLHA

Itamar Franco e o Trem-bala

A discussão sobre o trem-bala que pretende unir São Paulo e Rio vai continuar antes e durante sua construção.  O Senado aprovou no dia 13 passado autorização para o BNDES conceder 20 bilhões de financiamento ao consórcio que irá construir o Trem de Alta Velocidade (TAV).

Durante a Sessão de votação, o Senador Itamar Franco argumentou sobre o TAV que já tinha sido aprovado na Câmara, e considerou a obra “inaceitável”, pediu que os senadores não aprovassem o projeto e tocou em vários pontos importantes, entre os quais:

O custo do trem-bala: Segundo ele, os 35 bilhões que se calcula irão custar a obra equivalem a quase 2 vezes o da hidrelétrica de Belo Monte, e 6 vezes superior ao da Ferrovia Transnordestina, e terá um custo por quilômetro 20 vezes superior ao de uma rodovia convencional.

Questão de prioridade: Itamar lembrou que, enquanto se financia o trem-bala, obras fundamentais para milhões de brasileiros, por insuficiência ou falta de recursos, andam devagar, como o metrô de São Paulo, ou não andam, como o metrô de Belo Horizonte, há dez anos sem crescer.

Correria para aprovar: queixou-se da correria para aprovação do projeto. Lembrou que, para analisar e estudar um tema tão complexo e importante, a relatora, Marta Suplicy, dispôs de 4 dias, ao passo que ele próprio mal teve 24 horas.

“Projeto inaceitável”: “Excelência, lamento, sinceramente, que uma senhora tão inteligente, uma senhora que tem uma vida pública respeitável [Marta Suplicy - relatora do projeto do Trem-bala] vá a essa tribuna para defender um projeto inaceitável. (…) Faço um apelo ao Senado da República, nesta tarde, para que rejeite esse projeto”

Itamar mostra porque, a seu ver, o projeto do trem-bala é “inaceitável”, Coluna de Ricardo Setti - Veja

terça-feira, 3 de maio de 2011

17 anos de Estabilização - Parte 1

Vídeo: Reportagem do Jornal Nacional - a nova moeda, o Plano Real - Parte 1

Vídeo: Reportagem do Jornal Nacional - a nova moeda, o Plano Real - Parte 2

Vídeo: Oposição ao Plano Real: debate entre Lula e FHC

Fonte: Estadão

Lanternas

O Brasil é o último colocado em uma lista de nações emergentes no critério população com formação acadêmica superior. O percentual de graduados no país é o menor entre 36 países observados. As informações são do especialista Ernesto Faria, do portal Estudando Educação.

De acordo com levantamento, 11% dos brasileiros naquela faixa etária possuem diploma universitário – menos da metade da média de 28% auferida entre os países emergentes.

Os números revelam que o Brasil forma três menos engenheiros em relação aos demais países. O país também tem o menor índice de formandos em engenharia, indústria e construção (4,6% do universo etário analisado, enquanto a média entre os emergentes é 12%).

Fonte: Congresso em Foco

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Frase



“Bem-vindo, PT, ao maravilhoso mundo das privatizações”, Senador Aécio Neves em discurso nas Comemorações do 1º de Maio em São Paulo, se refere às privatizações dos aeroportos, patrocinada pelo PT que há anos condenava essa prática, usando-a inclusive como artifício eleitoral contra seus opositores. 

Fonte: Terra, Congresso em Foco

Frase

"O Lula, que era contra a privatização, agora está em Londres falando para a Telefónica e ganhando US$ 100 mil. O filho dele é sócio de uma empresa de telefonia. Eles aderiram totalmente às transformações que nós provocamos e ainda vêm nos criticar dizendo que estamos a favor da elite contra o povo, enquanto eles estão mamando na elite. Cabe isso?", questionou FHC em entrevista ao programa "Começando o Dia", da Rádio Cultura FM.

Jarbas Vaconcelos e a Privatização dos Aeroportos

"26 de abril, merece um registro histórico. Finalmente a “máscara caiu”. A hipocrisia, método preferido pelo PT para lograr a população, foi desnudada. O discurso oportunista, usado como bandeira de campanha eleitoral, foi sepultado."

"A incompetência do PT em administrar os aeroportos levou o Governo a optar pela única solução capaz de viabilizar os eventos esportivos previstos para os próximos anos. A Presidente Dilma Rousseff, contrariando toda a “ideologia barata” defendida pelo seu partido, determinou a privatização dos cinco principais aeroportos do País."

"Lula atribuía todos os seus erros e limitações a uma “herança maldita”. E agora? Depois de oito anos administrando de maneira irresponsável o setor aéreo brasileiro, qual seria a justificativa para o caos que enfrentamos? Não há justificativa. O que se constata é a mais completa incompetência."

"Deixamos para trás o discurso fácil, o uso despudorado da propaganda oficial. Agora, finalmente alguém tem que administrar o Brasil. Sobrou para a Presidenta Dilma a verdadeira “herança maldita” da área de infraestrutura do Governo Lula."

"É curioso que só agora um Ministro venha constatar que o setor privado é a única saída para se enfrentar o caos aéreo existente no Brasil. Não foi enfrentado antes por conta do processo eleitoral, nem em 2009, nem em 2010."

"Eu disse que a Presidenta iria privatizar e vai privatizar, porque este é um caminho adotado mundialmente hoje. Não é questão de ser de direita, de esquerda, de centro. É uma questão racional, lógica. O Brasil tem uma infraestrutura altamente deficiente e, por conta disso, tem de contar com parcerias, sobretudo parcerias privadas."

"esta é uma decisão tardia, tomada em momento de crise, sem a definição de um modelo para o setor. Não haverá regulação prévia. Outros setores da economia foram privatizados com sucesso porque houve planejamento, discussão. Houve a participação do Congresso, criaram-se as agências reguladoras, tão combatidas pelo Governo Lula."

"Lula anunciou um novo Brasil, capaz de promover, em curto espaço de tempo, os maiores eventos esportivos da humanidade, mas não dotou o País das condições necessárias para sediá-los. Como se diz em Pernambuco, Lula “comeu a carne”, Dilma vai “roer o osso”. E quem paga esta conta somos nós, os brasileiros, que por meio de seus tributos custeiam esses desmandos administrativos."

"espero que agora, os dirigentes do PT que engendraram aquela campanha infame, no segundo turno das eleições, demonizando a privatização, reconheçam que postergar a concessão dos aeroportos por motivos meramente ideológicos foi a verdadeira “herança maldita” deixada pelo Governo Lula."

Fonte: Agência Senado, Secretaria Geral da Mesa

Frase

“Sabemos que esse assunto [Mensalão] ainda é mal compreendido pela sociedade e, no ano que vem, outros interesses podem prejudicar a volta dele [Delúbio Soares].” Senadora Marta Suplicy, dizendo que o Mensalão ainda é "mal compreendido" pelo povo, e defendendo a volta de Delúbio Soares aos quadros do PT, ele foi expulso do partido após o escândalo do Mensalão.

domingo, 1 de maio de 2011

Resumo da Reforma Política

Texto do Deputado Federal Sérgio Barradas Carneiro.

As propostas deverão ser transformadas em projetos de lei ou emendas à Constituição, para que possam se tornar realidade. Eis algumas delas:

Lista fechada – Adoção de lista feita pelos partidos, em que o eleitor deixaria de votar no candidato para votar no partido. De baixa aceitação, esta proposta já foi votada duas vezes na Câmara dos Deputados e foi rejeitada.

Financiamento público – Esta proposta tem grandes possibilidades, uma vez que, apesar do desconhecimento da população, de certa forma ela já existe, por meio dos Fundos Partidários (dinheiro público transferido aos partidos). Bastaria ser aumentado o repasse nos anos eleitorais. Há grande possibilidade de ser proibida a contribuição de empresas.

Infográfico da Agência Senado
 clique na foto para ampliar

Candidatura avulsa – Com poucas chances de aprovação, pois fragiliza os partidos e dificulta sua operacionalização.

“Cotão” para as mulheres – Também com poucas chances, até porque estaria associada ao voto em lista fechada.

Fim da reeleição e mandato de cinco anos – Com boas chances de aprovação. Seria preciso resolver o tamanho dos mandatos de senadores, já que não poderiam permanecer oito anos sob pena de não coincidência de mandatos. A dúvida: o mandato seria aumentado para dez anos?

Fim das coligações partidárias – Este ponto é quase um consenso, pois até os pequenos partidos o apoiam. Posto em prática, segundo o Diap a partir dos resultados da eleição passada, teríamos seis partidos a menos. Tende a diminuir o número de partidos.

Fidelidade partidária – A ideia é manter a regra atual, onde o mandato pertence ao partido e a saída só pode ocorrer em casos como a criação de uma nova sigla ou fusão partidária.

Filiação partidária – Seria mantida a regra atual de filiação e domicílio há pelo menos um ano da eleição.

Data de posse – Outro consenso nas discussões. A posse do presidente da República seria no dia 15 de janeiro e dos prefeitos e governadores no dia 10 de janeiro, removendo as posses da data universal de 1° de janeiro.

Cláusula de barreiras – Já foi aprovada pelo Congresso em 1996 para entrada em vigência em 2006, mas foi considerada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Não impedia a criação de partidos, apenas estabelecia regras para o acesso ao Fundo Partidário e tempo de rádio e TV, o tema voltou à discussão. É difícil sua aprovação pela quantidade de pequenos partidos existentes hoje.

Suplente de senador – A proposta acaba com o segundo suplente, impede a indicação de cônjuge e parente consanguíneo até segundo grau. Em caso de vacância do cargo, o suplente assumiria até a próxima eleição, estadual ou municipal, quando então, seria preenchida novamente a vaga.

Voto obrigatório – Foi mantido.

Referendo – O sistema eleitoral escolhido seria submetido a um referendo.

Espero que os leitores (e eleitores) acompanhem as discussões e participem, enviando e-mails ou por meio das redes sociais, interagindo com os congressistas e, sobretudo com o parlamentar em quem votou nas últimas eleições.